Cogitações #2

#1. Estou no meu local de trabalho a escrever no blogue, mas desde que ninguém me veja (isto está cheio de bufos!), não há problema algum. Detesto estar aqui, mas é com aquilo que ganho que compro os melões no final de cada mês. Os meus vizinhos do lado continuam a fazer uma barulheira tremenda à noite, que dura, não raro, até à uma da manhã. Por vezes é ele que bate nela; outras vezes, estão a fazer ruidosamente amor; outras, ainda, é a televisão com o volume altissímo. Se ele não fosse segurança e não tivesse um porte parecido com um armário, já tinha batido à porta do lado para armar uma algazarra, mas tenho medo de me deparar com algum psicopata; e quem fez este corpinho já não faz outro – coitada da minha mãezinha. A verdade é que os heróis genuinos estão todos mortos, mas cobardes vivos ainda há bastantes.

#2. Hoje gostava de arranjar forma de não ir logo para casa a seguir ao trabalho, mas ainda não me ocorreu nenhuma desculpa minimamente credível para dar. Há algo que me apetece fazer, faz algum tempo, e que  não é de modo algum partilhável com a pessoa com quem vivo. Pergunto-me: porque será que ainda não a deixei? E a resposta que tenho para mim é sempre a mesma: tenho um medo terrível da solidão.

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