A origem dos conflitos

Esta plataforma de blogues tem tantas capacidades que até perdi a vontade de saber como funcionam, se não ainda fico parecido com os adolescentes com telemóveis caros, repletos de toques polifónicos,  MP4, câmara digital, e o raio que os parta, que até se esquecem que aquela coisa serve, sobretudo, para telefonar! Acho que ultimamente ando demasiado implicativo com tudo, e também comigo mesmo. Por exemplo: neste momento estou a embirrar com as minhoquices que o Word Press coloca à disposição dos utilizadores de blogues, só porque me apeteceu embirrar. Esta coisa da vontade de embirrar tem muito que se lhe diga. Quando nós estamos menos felizes, embirramos mais com tudo, porque é a nossa forma “adulta” de expandirmos as nossas frustrações. Mais valia que fôssemos espontâneos como as crianças pequenas que choram sempre que lhes apetece, e estão-se completamente a marimbar para quem ache que o seu comportamento é desadequado. Nestas coisas da “expansão das tristezas”, os chefes ficam sempre a ganhar, pois podem expandir sobre os subordinados tudo aquilo que não podem expandir em casa. O mesmo não se pode dizer dos subalternos, que, ou expandem sobre os ainda mais subalternos, ou, na falta deles, expandem necessariamente em casa; sobre quem geralmente não tem culpa nenhuma. E este é, seguramente, um bom tópico para o inicio de uma teoria sobre a origem dos conflitos.

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